
Para quem visita este blogue regularmente: motivos de ordem profissional (ausência em trabalho), e até Sexta-feira próxima, este blogue não apresentará novidades...

Faz anos que Gago Coutinho e Sacadura Cabral realizam a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, em 1922. 
Nasceu Van Gogh, em 1853, na cidade de Zundert, Holanda.
Bom dia.
Hoje é o aniversário de Lima Duarte, actor brasileiro que aprendemos a gostar e a admirar.
Participou em mais de 80 filmes e séries de TV . É dos poucos actores de língua portuguesa que gosto de ver na tela.Votos de longa vida e obra acrescida.
Diálogo transcrito do blogue Desactualizado e desinteressante :
Dentista - Se doer muito, avise- me. Está a doer, agora?
Paciente - Ahahn!?
Dentista - Isto não dói nada. ?
Paciente pensando - ( pois, pois... a ti não deve doer )
Dentista - Não custa mesmo nada!
Paciente pensando - (será que te estás a referir ao preço da consulta?)
Dentista - Aqui dói?
Paciente - Ahn!
Dentista - Hoje está de chuva.
Paciente pensando - (será que reparaste que com a boca aberta não consigo conversar?)
Dentista - Tem chovido muito ultimamente.
Paciente pensando - (qual será o código para eu dizer que me está a doer? Ele não distingue entre ahn e ahahn. )
Dentista - Prevêem chuva para o resto da semana.
Paciente pensando - ( aaaaaaaaaaaiiii! E se te concentrasses no teu trabalho e te deixasses de conversas de circunstância? )
Dentista - Mudando de assunto...o que acha da actual conjuntura nacional?
Paciente - ahn aahn muhan chaamum ahaam
Dentista - Sim, eu também acho.
Paciente pensando - (também achas o quê? Isto é um monólogo e ele finge que percebe o que eu digo?)
Dentista - Aliás, isso tem-se refletido na actual situação económica do Bahrein.
Paciente - Vhahi phro cahahlho!
Dentista - Claro, o trabalho é muito importante.
Paciente pensando - (trabalho?! Ainda bem que é surdo.)
Dentista - Agora vai doer só um bocadinho...
Paciente - aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Aconselho a visita ao blogue de um (provável) patrício meu. Ma-Schamba vale a pena uma visita.

Às 6h30 da manhã Deus estava de costas para mim e eu escrevia. Alvalade a esta hora é uma paz sagrada porque ainda não há comércio e os ladrões estão todos no primeiro sono. Lá mais para tarde, não: os três bancos aqui do largo abrem as portas, o comércio, mais ou menos estremunhado, começa logo a facturar e os gatunos de esticão ocupam os seus postos de vigia, à espera das velhinhas distraídas, das meninas de fio de ouro que vão a caminho da escola e do mais que lhes passar à mão. 7h30 da manhã. Tudo na mesma por enquanto. Deus continua de costas, que eu bem o sinto enquanto escrevo. É o costume, e eu já nem me ofendo. Deus só se interessa pela literatura dos Testamentos e pela poesia com "imprimatur" - a dos hinos, especialmente, e aquela que fala das virgens e dos milagres. Mas de repente vem o Diabo e desata a tocar os sinos da igreja aqui ao lado, para me estragar a escrita. Pronto, estou arrumado. Sempre que o diabo começa a badalar os sinos de Deus ponho ponto final em mim e fecho parágrafo porque sei que ele está feito com os críticos literários rancorosos e com os académicos de gramática dourada. A partir de agora já sei que durante o resto do dia vou ter, a espaços certos, impiedosos, os sinos a dar horas em avé-marias, como se cá no bairro ninguém tivesse relógio. Esta música de badalo excita a população local. Os cheques sem cobertura começam a esvoaçar pelos balcões das agências bancárias, os gatunos de esticão atiram-se às bolsas do passante com alegria veloz e os cartões do multibanco desaparecem à ponta da navalha, transformados em dinheiro de morte ou vida. Meio-dia em ponto. Ao bater do último sinal, recordo William Carlos Williams naquele poema em que ele diz: "Sem ser católico ouço os sinos". Eu também. Mas duvido que, lá na cidadezinha de New Jersey onde ele viveu, os dias fossem um repicar cronometrado como aqui, com chamadas pelo meio para as novenas, missas da regra e outras liturgias. Não, da paz campestre é que eu preciso. Cantar de abelhas, cheiro a pinheiros, ar puro e, vá lá, uma campana a tocar de longe em longe, como se fosse o cordeiro de Deus de passagem pelo mundo. Mas paz campestre onde? Um dia destes abro o telejornal e vejo que em Quintela de Azurara, para os lados de Mangualde, o povo anda em polvorosa, não só atordoado com os sinos como com as mensagens electrónicas que a igreja do lugar lança cá para fora aos quatro ventos. De manhã à noite, parece que aquilo por lá é um desfiar permanente de missas, recitações, ladainhas e oratórias, espalhadas por montes e vales por uns altifalantes desvairados que o padre da freguesia mandou instalar na torre do templo de Deus. Como no mundo islâmico, afinal; os camponeses de Quintela é que ainda não deram por isso. Crentes na Santa Madre Igreja, o que eles não são é fundamentalistas como o padre e, assim, protestam abertamente contra os sinos da discórdia e contra a poluição sagrada que lhes baralha o dia-a-dia. Alguns talvez até já tenham ensurdecido, quem sabe?, e estejam privados de ouvir a voz do Senhor. Outros, com tanta balbúrdia, já confessam diante das câmaras da televisão que receiam perder a fé. Perder a fé? O padre Arlindo Tavares, que é quem comanda esta cruzada electrónico-campestre, aparece então no ecrã em paramentos de seda e ouro, para se justificar ao mundo dos espectadores. Não se mostra pessimista nem inquieto com a contestação popular. Não fala nisso, sequer. Olhar pio e magoado, recita umas coisas breves com voz ungida de padre antigo a cheirar a mofo e, tudo somado, conclui-se que "trabalha para salvar o povo". E "dixit". Por sua vez, o entrevistador também se apressou a fechar a reportagem, antes que os sinos recomeçassem a tocar, calculo eu. Sei lá. Eu, pelo menos, mesmo sem os ouvir, fiquei a senti-los num cadenciar lento e igual. Um dobrar a finados, digamos. Agora, quando eles soam na igreja aqui ao lado e cobrem a minha escrita, é assim que os entendo. Penso que dobram por mim ainda vivo.
José Cardoso Pires

Um dos blogues que visito é o Blasfémias. Não porque seja de direita ou de esquerda, mas porque é escrito por pessoas que reputo de inteligentes e, exactamente por isso, podemos não estar sempre de acordo.
Bom, posto isto, vamos ao que interessa: segundo este artigo, pelo que entendi, esperava-se que o Hamas respondesse ao assassínio do seu líder espiritual com um bouquet de flores para o Ariel Sharon. Este mesmo artigo confunde "anti-americanismo" com "anti-Bush", confunde "anti-sionismo" com "anti-Sharon" (esquece-se que existe oposição feroz ao governo de Sharon dentro de Israel).
Há que admitir duas coisas: primeiro, que os palestinianos têm direito a uma terra, e que a política de ocupação sistemática da Cisjordânia por colonos israelitas não pode continuar; depois, que a radicalização de posições por parte de Sharon não serve os interesses de Israel, porque vai exactamente de encontro às posições dos palestinianos mais radicais. Morreram mais israelitas em atentados bombistas e ataques isolados desde que Sharon está no poder do que nos 10 anos anteriores à sua entrada para chefe do governo. Será que não nos devemos perguntar porquê?
É que se pode chamar de "sem papas na língua", por parte do Homem-A-Dias.
Não digo que o comentário não seja algo pertinente, mas é constrangedor. Fez-me lembrar aquela situação da "Stora" que tinha muitos pêlos nas pernas, toda a turma gozava com isso em surdina, até que um lá de trás pergunta desabridamente: "Porque é que a "Stora" não rapa as pernas?". Ficámos todos sem saber se rir ou dar corda ao relógio.
Tiago em Madrid - Pubalgia leva Tiago (jogador do Benfica) a Madrid.
Não é a primeira vez que jogadores do Benfica se vão tratar a Madrid. Pelo que se vê, e na opinião do Sr. Camacho, não existem médicos competentes em Portugal. E a Direcção do Benfica, como em tudo, "deixa andar". O Benfica de hoje é um produto de um conjunto de atitudes e este tipo de "menorização" nacional não ajuda nada.
O autor do "Ensaio da Lucidez" entra nas listas da CDU para as europeias.
Continuamos o "bota-abaixo" da TAP. Não sei a quem serve este "bota-abaixismo".
Trabalho para as OGMA - "Upgrade" de 8 aviões americanos C130 em 2004. Boas notícias.
Bombeiro de Costança punido por fazer sexo com a namorada na parada a altas horas da noite...se fosse um par gay talvez não houvesse tanto alarido...

Do chefe da oposição: "Governo colocou Portugal na situação "mais difícil" desde o 25 de Abril"
Violência doméstica - denuncia-se o homem e protege-se a mulher (e muito bem); mas a violência não é só física, também é psicológica e muitos mais homens do que possamos pensar calam, por vergonha, a violência de que são alvo por parte das respectivas mulheres.
Bom fim-de-semana!

Universos Desfeitos escreve sobre Rui Knopfli, poeta que marcou a minha infância e adolescência. De facto, conheci-o pessoalmente. Não me sai da ideia aquela imagem esguia, embutida numa balalaica multi-bolsos e calças bermudas, ambas em cáqui ou branco linho. Perguntava-me se mudava de roupa. Eu um miúdo de 8 ou 9 anos, e o poeta homem há muito feito. Naquela altura não fazia a ideia do que era um poeta. Chamava-me à atenção aquela figura excêntrica quando passava (andava muito a pé) em frente de minha casa em Nampula, diferente do traje social que nos rodeava. Se tinha que vestir um pouco mais convencional, dava a sensação de uma girafa em smoking. Quando nos deixou, num destes dias de Natal, confesso que foi com ele também uma ideia da minha infância. Do "monhé das cobras", escolhi este poema :
A Casa Da Areia
Face ao mar, orgulhosa no topo do areal,
só madeira e zinco sobre pilares de cimento
ao sabor dos quatro ventos. O quintal
das traseiras sempre uma festa, frango
no churrasco, alegria nos copos. Depois
a Isilda casaria com o Freitas,
a Ermelinda ia ficar para tia
e o Horácio dava em droga.
O Neca, o Tino e o Mando foram
à vida, cada qual para seu lado.
Na velha casa virada à baía,
além do ranger da madeira
batida pelo vento e a areia
apenas ficaram a avó Carminda
e a velha cadela "Deixa-falar".
Rui Knopfli
O juíz disse que a ponte caiu devido a causas naturais. Acontece também às pessoas; muita gente morre por causas naturais, isto é, de velhice. Quando alguém não morre de velhice, diz-se que faleceu de acidente rodoviário ou de doença prolongada. Não foi o caso, segundo o juíz. A ponte não se despistou no IP5 nem apresentava sinais de tumor maligno. Estava velhinha e faleceu. Pronto. Ficamos todos esclarecidos. Porque as pontes são como as pessoas, quando serôdias dá-lhes o badagaio. A culpa foi dos incautos que cairam dela abaixo: será que não se aperceberam que a dita já andava de muletas e apresentava um ar combalido?
Parece-me que a tendência maioritária até agora é para o sábado de 1 de Maio...
Quando acabar o que estou a ler, vou lê-lo. Tenho a impressão que a blogosfera portuguesa vai sofrer mais uma "agitação inusitada" por causa deste ensaio de Saramago.
Jorge Sampaio condecora hoje ex-chefes militares demitidos por Portas.
Ler aqui. Relato impressionante de uma criança palestiniana, deficiente mental, a quem colocaram 10 Kg de explosivos à cintura.
Pedro Lomba, Pedro Mexia e Francisco José Viegas criaram um novo blogue : Fora Do Mundo. Parece-me promissor, o projecto.
Interessante este relato do Tanto Faz. Foi de facto um período difícil para muitos.

David Fraser McTaggart, fundador do Greenpeace, nasceu em Vancouver, Canadá, em 1932 e faleceu a 23 de Março de 2001. Viveu num tempo em que os humanos começavam a destruir a sua casa natural (planeta Terra) num ritmo de que não havia precedentes, num grau suicida. Sofreu perseguições de alguns políticos, enquanto outros o admiravam. Faz hoje anos que desapareceu de entre nós.
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento.
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Carlos Drummond de Andrade


Alguns bloggers da blogspot.com têm enviado emails a perguntar porque aparecem caracteres ilegíveis quando instalam o controlador de referências. A resposta é simples: por defeito, o blogspot.com não reconhece os caracteres da língua portuguesa; penso que é possível, contudo, configurar o blogue para esse efeito, mas não tenho a certeza. A alternativa são os sites dos blogues em português, como o do Paulo Querido, Blogs No Sapo e o Blogger Brasil.

Pergunto-me se existem algumas semelhanças entre Timor de há alguns anos e o País Basco... Pergunto-me se os guerrilheiros da Fretilin que lutavam contra os indonésios seriam também "famílias"...O El Coronel, de certo modo, "tocou na ferida".
Adriano Moreira, em entrevista notável ao canal 2, definiu dois tipos de terrorismo: o terrorismo territorial, do qual conhecemos os propósitos e ideário, que se circunscreve a um determinado território e interpreta algumas das aspirações da sua população, e o terrorismo global, sem face, com um tipo de luta de cariz civilizacional e totalmente imprevisível nas ideias e na acção. Se Mário Soares se referiu ao terrorismo territorial, quando falou em diálogo com famílias, até posso compreender, porque foi isso que ele fez em África, melhor ou pior do que o desejado; teria assim sido coerente com as suas (dele) ideias. O problema é que ele não disse a que tipo de terrorismo se referia.
Enfim, pergunto-me se a luta da FRETILIN era boa e a da ETA é má... e sendo assim, porque é que é assim? Porque acalma a nossa consciência? Porque é politicamente correcto? Porquê?
Deixo estas perguntas para os que dizem que não existem terrorismos, mas somente terrorismo.
A ideia do almoço é juntar a disponibilidade do maior número possível de pessoas, como é óbvio. Para além da inscrição, é possível que cada um se manifeste em relação à data que melhor lhe serve.
On a wagon bound for market
There's a calf with a mournful eye.
High above him there's a swallow
Winging swiftly through the sky.
How the winds are laughing
They laugh with all their might
Laugh and laugh the whole day through
And half the summer's night.
Refrão:
Dona dona dona dona
Dona dona dona down
Dona dona dona dona
Dona dona dona don
"Stop complaining," said the farmer
"Who told you a calf to be;
Why don't you have wings to fly away
Like the swallow so proud and free?"
Calves are easily bound and slaughtered
Never knowing the reason why.
But whoever treasures freedom,
Like the swallow must learn to fly
Refrão
Clique aqui para ouvir a música(imagem: Joan Baez e Bob Dylan - anos 60)
O próximo almoço bloguístico terá lugar no segundo Sábado de Maio de 2004. Quem tiver datas alternativas (serão recebidas com muito gosto todas as "dicas") por favor manifeste-se aqui.
Quem quiser "reservar mesa" pode desde já fazê-lo aqui, embora o programa do dia não esteja ainda publicado. Obrigado.

Eu, dar flor, já não dou.
Mas vós, ó flores, pois que Maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar flor, já não dou.
Eu, cantar já não canto.
Mas vós, aves,
Acordai desse azul, calado há tanto,
As infinitas naves!
Que eu, cantar, já não canto.
Eu, invernos e outonos recalcados
Regelaram meu ser neste arrepio...
Aquece tu, ó sol, jardins e prados!
Que eu, é de mim o frio.
Eu, Maio, já não tenho. Mas tu, Maio,
Vem, com tua paixão,
Prostrar a terra em cálido desmaio!
Que eu, ter Maio, já não.
Que eu, dar flor, já não dou; cantar, não canto;
Ter sol, não tenho; e amar...
Mas, se não amo,
Como é que, Maio em flor, te chamo tanto,
E não por mim assim te chamo?
(José Régio - Canção da Primavera)
Printemps, de Claude Monet
Flor No Pântano
Garoto pobre, triste e escanzelado,
sumido num casaco sem botões,
corpo encardido, rosto enfarruscado,
sapatos deformados, sem cordões...
Nasceu como palmeira fustigada,
batida por ciclone tropical,
rastejando, roçando o pé na estrada,
não podendo crescer na vertical...
Envolve-o a miséria que embrutece,
seus pais são o fracasso e a amargura...
Pede-me pão com voz que me entristece,
baixa os olhos num gesto de candura...
e assim me faz vibrar e me enternece,
pois ao pedir-me pão...pede ternura!...
Poesia de Estela Couto (minha mãe)

Hoje não tenho o tempo necessário para me dedicar ao blogue, mas não queria deixar de recomendar uma visita ao Quartzo, Feldspato & Mica. Existem, sem dúvida, blogues pouco conhecidos mas que valem uma visita.
Al Qaeda anuncia tréguas com Espanha...
Eis como um Estado soberano, antiga potência mundial, uma das economias mais pujantes da Europa e do mundo, é tratada como um mísero país do quarto mundo.
Segundo sondagens do Pew Research Center (americano e não partidário), os europeus com dúvidas sobre a guerra no Iraque têm vindo a aumentar. No Reino Unido, o apoio a Bush baixou de 70% em maio de 2003 para 58%. Em França, o apoio à intervenção baixou de 43% no ano passado para 37% agora. na Alemanha, de 45% para 38%.
A maioria da população de três países muçulmanos (Jordânia, Paquistão e Marrocos) pensam que os ataques suicidas contra os EUA e Europa são justificáveis.
Fonte: International Herald Tribune
Este artigo do Velho da Montanha resume as consequências políticas da tragédia em Madrid.
Transcrição de uma conversa telefónica entre o Fednando Seada e a jornauista Judite.
Judite - Tou... Fednando, quedido, demodas muito a chegad a casa?
Fednando - Se caiar minha uinda. Ainda vou por o automoveue a uavar. Está cheio de uama da viagem que fizemos ao Auentejo!
Impagável! Ler o resto aqui.
Bom este artigo da Geada.
Não conhecia o Exacto (não podemos conhecer tudo de uma vez) mas apreciei o blogue.
Notas Verbais é também um outro a visitar.
A pesquisa continua...
Só hoje dei conta que o Hora Absurda constrói o blogue em puro HTML. É obra...parabéns ao Marquês!
Não sei qual a razão, mas por vezes é impossível adicionar comentários nos blogues alojados no blogspot.com. Frustrante...
Abruptus dixit : "Se a rejeição da política externa espanhola de apoio à coligação no Iraque fosse determinante no sentido de voto, o PP não estaria à frente das sondagens, antes dos atentados."
Há quem prefira dizer assim: Antes dos atentados, como o PP estivesse à frente nas sondagens, a rejeição da política externa espanhola de apoio à coligação não seria determinante no sentido de voto.
Ou então, "se a trisavó tivesse rodas era um Boeing 747."
Depois do atentado em Madrid (que naturalmente todos nós lamentamos), pegou a moda nos bloggers portugueses de se escrever em castelhano...não há pachorra...


Preocupamo-nos com a biodiversidade animal e vegetal e contribuimos diariamente para a extinção de culturas humanas diversas no nosso planeta.
O Desejo Casar acabou. A ver vamos se se transforma noutro.
Um dos problemas de quem que "passou" da extrema-esquerda para a direita é uma espécie de complexo de culpa que, de certo modo, condiciona ideias e comportamentos futuros. E outro problema de alguns deputados europeus é que pensam já em termos de "território europeu" em detrimento da ideia de "território português", o que condiciona a forma como confiamos neles para defender os nossos interesses.
Sobre este texto, gostaria de dizer alguma coisa (em itálico, os excertos do mesmo):
O problema não é apenas o terrorismo da ETA é o comportamento dos nacionalistas bascos que são maioritários, controlam o sistema escolar, a administração, a televisão e os órgãos de comunicação e usam-nos para manter um clima de intimidação sobre os que consideram "espanholistas".
Notável. Notável como os nacionalistas bascos, que são maioritários, eleitos democraticamente em voto secreto, controlam a TV, a administração, etc. Aqui em Portugal não acontece nada disso! Aos partidos do governo português nunca tal lhes passaria pela cabeça; só um basco em extinção pensaria assim… e quanto ao "espanholismo", os políticos bascos deveriam aprender com os nossos políticos que, com tantas vénias do nosso primeiro-ministro ao Aznar, começo a pensar que somos um bom aluno (também) do pan-iberismo espanhol.Sim senhor, Sr. Deputado!
…afastando de cargos os que não sabem basco - uma língua que em muitos sítios do país basco tinha praticamente desaparecido - , obrigando ilegalmente os eleitores a apresentarem um "cartão de identidade basco",…
Notável. Notável como se defende o genocídio cultural de um povo, desprezando uma língua milenar. Compreendo que um deputado europeu defenda o seu "tacho", mas que chegue ao ponto de desejar implicitamente o desaparecimento de uma língua subjacente a uma cultura de 10 milhões de pessoas…pergunto-me o que o escriba vertente pensa (mas não diz) sobre a sobrevivência da língua portuguesa no contexto europeu e ibérico. A resposta deve estar, concerteza, no seu texto.
…usando as escolas para ensinar uma variante extremista e não rigorosa da "história basca"…
"Remarkable"! - (Viro-me agora para o inglês para não me repetir) - É o deputado que sabe da história basca, mais do que basco pode saber! E além disso, para quê ensinar a história basca nas escolas bascas? Não passa de uma história sem significado, de um povo que fala uma língua esquisita, que já deveria ter acabado, etc., etc. …tem razão o deputado!
O Abrupto não é assim, normalmente. Ou será?
O servidor do blogs.sapo.pt não faz actualizações automáticas no blo.gs. Quem tiver o seu blogue alojado no sapo.pt terá sempre que ir ao site do blo.gs e actualizá-lo manualmente.
O Blete publica um artigo de nome «O que é o terrorismo". Gostaria de estar de acordo, mas não posso.
O que foi a conquista de liberdade pelos escravos negros foi também (na época, e é sempre colocando-nos na época que devemos analisar a História) um atentado à liberdade dos senhores que os possuíam...mas nunca seria possível que a escravatura tivesse fim sem que houvesse luta política e guerra (ou terrorismo, segundo o Blete) no terreno. A guerra (ou o terrorismo) é consequência da ausência de diálogo da parte de quem detém o poder; é um último recurso de quem é oprimido, de quem vê negado os seus direitos depois de esgotadas as vias do diálogo. O terrorismo é a capitulação do compromisso. Mas não podemos confundir o terrorismo como luta política com o terrorismo da Al Qaeda, de cariz religioso. E é aqui que não estou de acordo.
D. Afonso Henriques foi um família que lutou contra a sua própria mãe, e sem ele não estaria eu hoje aqui a exprimir-me nesta melodiosa língua. Há famílias e famílias. Há famílias que lutam por uma causa mas evitam sempre matar inocentes e há os que matam indiscriminadamente. Uma coisa tenho como certa: se Portugal fosse invadido militarmente por uma potência estrangeira, eu seria de certeza absoluta um família. Há que ter coragem para assumir este tipo de coisas e fugir ao politicamente correcto.


O País Basco é constituído pelos territórios de Bizkaia, Alava e Gipuzkoa, para além do território Basco em França, que já faziam parte do país no século oitavo d.C. O território de Navarra também tem muita influência cultural e populacional basca, embora não se possa dizer que faça parte do País Basco primordial.
Por volta de 1200 d.C., o País basco foi incorporado no Reino de Castela (claro que não o foi pacificamente, mas pela espada), mantendo contudo a sua autonomia e privilégios. A partir do século dezanove, a coroa espanhola começou a retirar paulatinamente os privilégios autonómicos aos bascos (à semelhança do que aconteceu com a Galiza, em que o Reino da Galiza foi extinto e absorvido pelo centralismo de Madrid). Desde então, a oposição ao centralismo madrileno aumentou até à chegada dos republicanos ao poder em Espanha. Em 1936, as Cortes republicanas concederam novamente a autonomia ao País Basco, vindo a ser-lhe retirada novamente pelo Franquismo e pela ditadura militar que governou Espanha até 1977. Com o advento da democracia em Espanha, nova autonomia foi concedida ao País Basco; mas o ressentimento de tantos anos (desde o século 19) em que o País Basco esteve amordaçado, não foi apagado da memória basca.
Os bascos são um povo que tem a sua própria língua e cultura, muito diferentes das dos outros povos peninsulares (a língua basca nem sequer tem origem latina, como é o caso do português, castelhano, galego e catalão).
Mas também é verdade que o centralismo de Madrid tentou sempre (e ainda tenta) amordaçar e colonizar culturalmente os povos da Península Ibérica. Quantos portugueses morreram, ao longo de séculos, por causa do centralismo espanhol, marcadamente castelhano? O que dizer da autêntica tentativa de genocídio cultural que é levada a cabo hoje pelos castelhanos na Galiza?
Meus caros, muita gente têm memória curta. Em 1926 em plena Primeira República Portuguesa, no meio da confusão de governos que se sucediam, o rei castelhano Afonso XIII enviou uma mensagem ao Rei de Inglaterra de então, informando-o que tencionava invadir Portugal e anexar o nosso País, pedindo que a Inglaterra não interviesse. Respondeu Sua Majestade britânica que o rei Afonso XIII deveria ocupar-se com as revoltas constantes na Catalunha e País Basco antes de se meter em Portugal. E os castelhanos adiaram a invasão; até à próxima ocasião. Isto são factos históricos.
Os atentados de hoje perpetrados pela ETA não têm, contudo, qualquer justificação. Mas também estamos, nós portugueses, cansados de aturar o centralismo madrileno e a situação explosiva que tem contribuído para criar aqui ao lado. Como me disse um dia um belga, a propósito dos alemães: "São um povo bestial, quando não se lembram de sair da sua casa". Diria o mesmo em relação aos castelhanos: que se metam em sua casa e deixem espaço legítimo aos outros.
Ficam aqui os votos de felicidades para o Benfica no jogo de hoje. Que ganhe, sem espinhas, e passe à fase seguinte.
Segundo informações mais recentes, o número de mortes em Madrid vai em cerca de 200, e a contar ainda. Decididamente, a ETA passou dos ataques dirigidos a figuras do regime centralista espanhol para a massa popular, atingindo pessoas indiscriminadamente. Este atentado tem o cunho característico da Al Qaeda, e na minha opinião, existem laços intímos entre esta nova ETA e aquela organização, tendo em conta que o grupo separatista basco estava, ainda há um ano atrás, praticamente desmantelado e sem meios de acção.
Se existiam pessoas com alguma simpatia pela luta da ETA, mudaram de opinião concerteza. A ETA cavou a sua própria sepultura.

Acordamos hoje com a notícia do assassínio de mais de 50 pessoas em Espanha. Para além das habituais considerações sobre o terrorismo (que é obviamente condenável), e depois de décadas - senão séculos - de guerra civil constante, será que não chegou o tempo de o país vizinho parar e questionar-se sobre as razões de tanta violência? Será que o centralismo de Madrid conseguirá um dia perceber que tamanha violência, durante tantos anos, poderá acabar com actos de conciliação e procura de diálogo?
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
(António Gedeão)
A 10 de Março de 1876, Graham Bell faz a primeira transmissão de sinal de telefone.Pode-se ver aqui o primeiro desenho feito por G. Bell da concepção do telefone. Um pouco mais de um século volvido, em plena era do telemóvel, não podemos todos deixar de assinalar esta data e sobretudo o sonho do homem.
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Que benham os próximos! Quantos são? Quantos são?
Um teste sobre a esperança de vida. Não sei até que ponto é fiável, mas dá que pensar.
Alguma coisa de errado se passa com o "template" deste blog, e tem a ver com a Sapo...vamos ver se mantém.
Podemos ler aqui, nas entrelinhas é certo, que continuam a existir problemas internos na nossa companhia aérea. A mesquinhez típica do português típico faz com que se preocupe com coisas pequenas, em detrimento do que realmente importa, que é a sobrevivência da empresa. O sr. Cardoso e Cunha (mas que mania de utilizarem dois nomes...porque não o Sr. Cunha?), por mais razões que tenha para estar abespinhado, não tem o direito de puxar os galões do "quero, posso e mando" colocando a imagem da Tap em zona crítica. Os problemas internos da Tap resolvem-se internamente, não têm que sair para a praça pública. O Sr Cunha foi "despachado" da Expo'98 pelos socialistas e posteriormente metido na Tap. Não haverá um lugar de "comissário" (ou de "stewart") no Euro 2004 para colocar este homem ?
Vamos ver de que massa é feita a nossa estirpe.
Segundo o Barnabé, vamos ter que alterar o dicionário da Língua Portuguesa. Pois é, o problema está no dicionário...senão vejamos a consulta ao dito:
casal
Origem : de casa
s. m., pequeno povoado; lugarejo; granja; herdade; conjunto das propriedades de uma família; conjunto de pequenas propriedades rústicas; par composto de macho e fêmea; marido e mulher;
prov., pequena propriedade cercada, a pequena distância da residência do dono.

A 8 de Março de 1857, 129 mulheres morreram carbonizadas numa acção da polícia americana, em Nova Iorque. Essas mulheres trabalhavam numa fábrica têxtil e reivindicavam a redução do tempo de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença de maternidade. O dia Internacional da Mulher foi instituído tendo como base a efeméride da tragédia de Nova Iorque. Entretanto, décadas passadas, o estatuto da mulher tem vindo a evoluir de tal forma que talvez precisemos, em breve, do dia internacional do homem.
Cliquem aqui e digitem "miserable failure" e vejam a quem se aplica o adjectivo.

Tenho feito um esforço tremendo para não me pronunciar aqui sobre a liberalização do aborto. Se em algumas ideias sou de esquerda, nesta sou de direita. Sou de esquerda quando penso que o ensino superior público deveria ser gratuito para os alunos que tivessem um aproveitamento regular; sou de esquerda quando ponho em causa os Hospitais SA (tenho a certeza que os portugueses vão ter um desgosto com este ministro); sou de direita quando penso que deve existir um sector privado forte na economia; sou de esquerda porque defendi a regionalização, por princípio; sou de esquerda quando defendo que empresas como a TAP (e outras) são património pátrio e devem ser inalienáveis, seja a que preço for; sou de direita quando defendo a monarquia para Portugal, neste mundo de globalização, crise de identidade e valores. E por aí afora…enfim, sou um desalinhado!
O Espanto publica um artigo (com o qual concordo) sobre o aborto (o Bloco gosta mais de “Interrupção Voluntária da Gravidez” (sigla = IVG), que é como quem diz: “É Melhor Dizer Assim Para Não Chocar As Pessoas E Disfarçar A Coisa” (sigla = EMDAPNCAPEDAC). Penso que a lei está bem como está, primeiro porque é preciso investir mais na educação das pessoas e facultar meios anti-concepcionais a baixo custo (de esquerda aqui) e depois porque sou contra a desresponsabilização endémica das pessoas (aqui, de direita). Se eu fosse médico, não estaria disponível para desfazer a ferros, o desmazelo do “Deixa Andar E Depois Vemos Como Será Se Estiver Grávida” (sigla = DAEDVCSSEG), e o resultado das quecas irresponsáveis dos outros: objectava! Portanto, meus caros, estou-me completamente borrifando e nas tintas p’rá esquerda e p’rá direita: o que conta é a força dos argumentos, lógica e coerência das atitudes.
(Foto: feto com 20 semanas)
“Sou escritor por timidez. A minha verdadeira vocação era a de prestidigitador, mas sentia-me tão atrapalhado quando queria fazer um truque, que tive que me refugiar na solidão da literatura”.

Criminalização da mutilação genital feminina discutida hoje na Assembleia; Moçambique. As suspeitas sobre tráfico de órgãos humanos chegaram à província de Manica...;HANS BLIX: GUERRA NO IRAQUE FOI ILEGAL
Bom, vou até à capital e volto mais logo...
"A Ironia é a melhor das armas" - K G Chersterton. O Hyde Park faz jus a este lema propondo uma largada pelas ruas do Marco de Canavezes.
Um blogue acaba quando escrevemos somente para os outros; quando nos incluimos nos leitores do nosso texto - pondo-nos na pele do leitor - podemos até cansarmo-nos do blogue, mas voltamos um dia destes para ver se há coisas novas...

José Régio – Poemas de Deus e do Diabo
Uma das Leis do Al Corão é a que estabelece que o fiel a Maomé não deve apregoar a sua fé de forma a induzir violentamente a sua expansão, pelo contrário, os ditos “infiéis” devem sempre aderir voluntariamente ao islamismo. Mas, por outro lado, assume claramente a violência (Djihad) em situações e contornos que podem ser os mais diversos e abrangentes. A própria vida de Maomé está repleta de violência, e toda a História do islamismo revela a expansão violenta por parte dos seus apaniguados. É a subjectividade da interpretação do Al Corão, que se adapta a tudo o que possamos imaginar, que faz do islamismo, antes de ser uma religião propriamente dita, uma filosofia política moldável a conjunturas específicas e adaptada às diferentes situações sociais ao longo dos séculos. Quando comparada, por exemplo, com o marxismo, que não durou um século na sua praxis social, o islamismo é um exemplo de uma filosofia política com sucesso milenar. Há quem associe os atentados de ontem no Iraque (182 mortos) à luta anti-americana por parte da Al Qaeda. Mas os atentados ocorridos no mesmo dia no Paquistão (41 mortos) revelam uma guerra mais abrangente: a Al Qaeda flagela agora também as correntes religiosas diferentes do sunismo ortodoxo, como o xiismo. Podemos dizer, assim, que a Al Qaeda (e o fundamentalismo político corânico) entrou em desespero. Ao longo da História verificamos que a aniquilação de potenciais aliados desencadeou a decadência inexorável de movimentos políticos. E esta constatação não augura nada de positivo para o reino saudita, que tem apoiado claramente o sunismo fundamentalista e a Al Qaeda, de uma forma indirecta. Tudo o que se está a passar leva-nos a pensar que o islamismo como filosofia política e código social está chegar ao fim dos seus dias; ficarão somente os conceitos religiosos básicos. A pergunta que se faz é a seguinte: será que o islamismo, despido da sua vertente de imposição social de estereótipos, de modelação compulsiva comportamental e política, terá o mesmo sucesso, na sua vertente puramente religiosa, que teve ao longo de centenas de anos?
Às voltas com "pings", linguagem "soap" e "php", tenho descurado um pouco o blogue na sua vertente mais importante. Mas penso que faz parte da evolução do mesmo. Há um tempo para organizar e outro para avançar. Logo que tenha resolvido alguns problemas logísticos, voltarei com espírito renovado. Uma questão de horas.